Dualismo é separa corpo e alma. é opor corpo x alma. Mas a tradição filosófica do Ocidente fala nesta dualidade corpo-alma. Não dá para estendê-la de forma correta e boa? Dá sim. Tanto é possível que ela foi assumida na fala da teologia cristã. Toda via, nem sempre se conseguiu evitar o mesmo equivoco de oposição e separação.

Somos esta realidade tensa, esta unidade composta. É parte de nossas condição de homem/mulher esta-no-mundo e ser mundo: Mas também nos pertence estar para além do mundo, transcendendo. Viver assim é obra de nossa consciência, nossa subjetividade. Viver atentos aos nossos sentidos, à corporeidade. Atento aos nossos sentimentos e nossas emoções, ressonância de nossas histórias de vida.
Uma espiritualidade que não escuta o corpo que fala, não o acolhe e interpreta, acaba inimiga do humano e com práticas que o adoentam. O Espírito Santo de Jesus potencia nossa sensibilidade e a centração no essencial. Facilita-nos discernir os enganos dos sentidos e encontrar a autenticidade no ser sensíveis ao Amor solidário. E quando comungo o corpo e o sangue de Cristo Jesus, aprendo a compreender melhor o que seja o fato de Ele, o Verbo do Pai , se fazer carne em nossa realidade humana: para que toda a carne se faça palavra que conhece o Pai e o ama.
Pe. Dalton, C.Ss.R.
Fonte: Revista Akikolá