O sono costuma ser aquele momento do dia em que finalmente damos um descanso aos corpo das atividades exercidas no cotidiano e recuperamos a energia para o dia seguinte. No período de sonos noturno, são liberados hormônios indispensáveis para a maturação, o crescimento e a manutenção da saúde do nosso corpo.

Em entrevista à Agência Brasil, Savoldi afirmou que, quando o sono é restaurador, acordamos com vitalidade, energia e motivação. “Quando não dormimos o necessário, despertamos, ao longo de vários dias, cansados em demasia, irritados e com a capacidade produtiva reduzida”. Referência mundial em pesquisa, diagnóstico e tratamento do sono, o Instituto do Sono Listou os distúrbios mais comuns como insônia, apneia, bruxismo e sonambulismo.
A qualidade do sono é tão importante quanto a qualidade da alimentação e está diretamente ligada à qualidade de vida do ser humano. Enquanto dormimos, nosso organismo realiza funções extremamente importantes: fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios, consolidação da memória, entre outras. Porém, a falta de tempo de descanso provocada pelo corrido cotidiano urbano, aliada aos inúmeros distúrbios noturnos que atingem boa parte da população, prejudica o desempenho dessas funções. “Dormia-se 9 horas por noite no começo do século 20. Hoje, este tempo é cada vez menor”, explica o pneumologista, professor da Faculdade de Medicina (FMUSP) e diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor), Geraldo Lorenzi-Filho.

O que dizer então sobre o famoso cochilo após o almoço? Aquele que é inclusive cultural em alguns países – a sesta? Se tirado com regularidade, ele não faz mal, e a pessoa se sente bem, renovada ao acordar. Mas quando acontece esporadicamente, somente se sobra um pouco de tempo, já não é bom. “De uma forma geral, atrapalha o sono durante a noite e mostra que a pessoa está dormindo pouco durante a semana”, explica Reimão.
Texto: Carla Maria Carreiro e João Vitor Oliveira
Fontes: Revista Ave Maria e Revista Espaço Aberto