
Cada vez que me encontro face à morte de alguém querido, a vida em fita que desfila em minha mente sacudida é principalmente montada por fotogramas de acontecimentos passados, cenas mudas ou pura conversa, momentos bons e fatos significativos vividos juntos. O que acaba gerando em mim o efeito de reavivar, com a perda o desejo e a decisão de seguir vivendo em homenagens ao falecido.
O velório da pessoa querida ajuda-me a fazer uma entrega, em vez de apenas sentir-me despojado, invadido injustamente por um vazio inexplicável. Cada vez que consigo fazer a entrega da vida do falecido e da perda sentida, qual oferenda eucarística, percebemo lento germinar de novos tenros ramos de confiança na vida que se torna eterna. É quando na sinceridade digo: A-Deus!
E você, leitor(a), como encara a morte e o morrer? E a gente vivo, aprende a trabalhar, amar e sofrer. O que é saudável ! E cristão.
Pe. Dalton, C.Ss.R
Fonte: Revista Akikolá